Sinopse: No dia 26 de novembro de 1956, Fidel Castro navega até Cuba com oito rebeldes. Um deles era Ernesto "Che" Guevara, um médico argentino que dividia com Castro um objetivo comum - derrubar o governo corrupto de Fulgêncio Batista. Che prova ser indispensável na batalha, e rapidamente aprende a arte de guerrilha.
Ao mesmo tempo que retrata as batalhas rumo à revolução, CHE demonstra, através de imagens da famosa viagem de Guevara às Nações Unidas, a repercussão que a vitória socialista cubana teve nos EUA e no mundo. O poder das idéias e ações de um homem que mudou o curso da história como a conhecemos.
" Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada. " Clarice Lispector
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Viva la Revolución
Assistindo "CHE", a primeira parte do filme sobre a trajetória do líder revolucionário argentino Ernesto Guevara de la Serna (veja sinopse abaixo) chamou-me atenção duas coisas: a primeira, era que ele só aceitava guerrilheiros que sabiam ler e escrever (um povo analfabeto é mais fácil de ser enganado, óbvio) e a segunda, é a parte em que atendendo a camponeses, Che surpreende-se com uma senhora. No início da consulta pergunta-lhe onde dói e ela rapidamente responde:
- "Na verdade nada dói. Não sinto dores. Só vim te ver, porque eu nunca vi um médico."
Esse diálogo se passa em 1957, mas bem poderia ser hoje. Aliás, se Che fizesse esta mesma pergunta em algumas cidades do interior do Brasil ouviria a mesma resposta. Não seria muito difícil.
Isso me fez pensar numa coisa: será que teremos que esperar o nascimento de outro revolucionário para que existam médicos (principalmente no interior) realmente preocupados com a saúde da população e não somente em ficar ricos? Será que teremos políticos interessados em melhorar nossa educação e nossa Pátria no geral, e não simplesmente engordar sua conta bancária no exterior? E será que nossos religiosos estarão mesmos dispostos a nos mostrar quem de fato é Deus, e não somente em roubar-nos nossos míseros troquinhos e tripudiar nossa fé? Quanto mais teremos que esperar até que a resposta mude??? PQP...
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Don't Worry be Happy - Mart'nália
" Sou como você me vê, posso ser leve como uma brisa, ou forte como uma ventania...
Depende de quando e como você me vê passar."
Clarice Lispector

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