domingo, 12 de abril de 2009



Das roupas velhas do pai
Queria que a mãe fizesse
Uma mala de garupa
E uma bombacha e me desse
Queria boinas e alpargatas
E um cachorro companheiro
Pra me ajudar a botar as vacas
No meu petiço sogueiro
Hei de ter uma tabuada
E o meu livro queres ler
Vou aprender a fazer contas
E algum bilhete escrever
Pra que a filha do seu Bento
Saiba que ela é meu bem querer
E se não for por escrito
Eu não me animo a dizer
Quero gaita de oito baixos
Pra ver o ronco que sai
Botas feitio do Alegrete
E esporas do Ibirocai
Lenço vermelho e guaiaca
Compradas lá no Uruguai
Pra que digam quando eu passe
Sai igualzito ao pai
E se Deus não achar muito
Tanta coisa que eu pedi
Não deixe que eu me separe
Deste rancho onde nasci
Nem me desperte tão cedo
Do meu sonho de guri
E de lambuja permita
Que eu nunca saia daqui


( Cezar Passarinho)

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" Sou como você me vê, posso ser leve como uma brisa, ou forte como uma ventania...
Depende de quando e como você me vê passar."

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