
E as coisas já não são como antes...
Ontem assisti uma palestra espírita que causou-me surpresa. O palestrante, um médico espírita conceituado na cidade, escolheu como tema a alimentação. Mas até aí, nada de novo. Todos sabemos o que devemos ou não comer, o que é ou não saudável. A surpresa mesmo foi descobrir que vírus e bactérias também reencarnam, porque também são seres criados por Deus. Nunca, em livro algum, li tal coisa. Ótimo assunto para minhas pesquisas, porque até certo ponto, faz sentido.
Outro momento que considerei importante na palestra: ele afirmou que no futuro não haverão médicos (pelo menos não como estamos acostumados a ver) e sim, uma espécie de sacerdote, como havia antigamente no Egito. Os médicos também serão médiuns e tratarão do corpo material e espiritual .
Ora, agora as coisas passam a fazer sentido em minha mente.
Há mais ou menos dois anos, eu começava a traçar uma nova caminhada em minha vida. Muito mais indicada pelo plano espiritual do que por vontade própria, claro. Nunca escondi minha aversão à hospitais, médicos e qualquer coisa que o valha. Talvez isso se justificasse pelo fato de meus maiores problemas não serem físicos e sim espirituais. Mas não havia doutor renomado que entendesse isso. Sempre me receitavam pilhas de remédios. E ao tentar provar que minhas visões não eram alucinações, as dosagens eram dobradas. Isso deve acontecer com muitas pessoas ainda. Comigo não mais, porque agora sei algumas diferenças (sutis) entre meus sintomas físicos e espirituais.
Pois bem...recentemente minha fé foi colocada novamente à prova. Todos os planos traçados nesses dois anos caíram por terra. E dias desses no estágio, realizando um curativo, me vi perguntando à Deus: o que afinal queres de mim? Por que tamanha prova? Que raios estou fazendo aqui, neste lugar? Nisso, como uma resposta às minhas indagações, fui solicitada por uma enfermeira, a ajudá-la a conter um paciente neurológico, que se debatia ferozmente impedindo a medicação. Atendi o pedido prontamente, embora confesse, um tanto assustada com a situação. Mas num lampejo, comecei a compreender melhor o que de fato deveria fazer ali. Naquele momento percebi que eu e a enfermeira tínhamos visões diferentes sobre o mesmo paciente. Ela enxergava um corpo a ser curado, e eu, um espíríto. Enquanto ela conversava com ele, pedindo calma e explicando os procedimentos, eu pedia mentalmente aos mentores daquele lugar, ajuda àquele espírito sofredor, passes magnéticos para que acalmando a alma, a matéria pudesse receber o devido atendimento, a devida medicação e o alívio da dor.
Demorou um pouco até que tudo se tranquilizasse. Mas o restante do meu dia custou a passar depois deste episódio. Teria eu recebido a resposta que tanto procurava? Seria este o verdadeiro motivo de estar ali, naquele vale de dores e provações?
Para medicar, receitar, dar uma "olhada" naqueles seres que ali estão internados e muita das vezes jogados a própria sorte, há muitos funcionários. Mas de seus espíritos, quem cuida? Quem lhes dá um alento? Terão que esperar os sacerdotes do futuro, os médicos médiuns que estão sendo preparados para tão grandiosa missão? Não sei, não sei mesmo. Mas já que minha ficha caiu, chegou a hora de começar a ver as coisas como um todo. Não importa os motivos que levaram essas pessoas a tal situação. Não cabe a ninguém julgar as provações dos outros, visto que não sabemos se nós próprios não estaremos futuramente em seus lugares.
Entendi que essa experiência, essa proximidade com as mazelas humanas, me é necessária. Porque só estando lá, só vendo de perto o sofrimento alheio é que consegui descobrir o que Deus espera de mim...
É preciso entender o verdadeiro motivo da dor, para verdadeiramente curá-la.
Bjussss à todos!!!!
" Nunca se esqueça da Caridade em seu caminho. Na vida tudo passa, mas o ato de AMOR é para sempre..."
(André Luiz)
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