quarta-feira, 4 de junho de 2008

Doações...

Bah, ontem vi o Profissão Repórter e fiquei pensando sobre doações de órgãos. A minha posição sobre isso, até então, era não ter posição. Simplesmente, ficava empurrando com a barriga o assunto. Pensava: "putz, depois eu penso sobre isso." Mas ontem, aquela reportagem me trouxe à uma realidade que terei que enfrentar, mais cedo ou mais tarde, nos hospitais da vida, onde pretendo exercer minha mais nova e promissora profissão. É um assunto que mexe com o sentimento, a razão, a religião e a humanização. Por que afinal, irei precisar do meu corpo intacto, após meu desenlace? Por que não doá-lo a alguém, que dependerá dele para continuar suas lutas terrenas? Que tempo seria necessário p/ que o espírito não se sinta mutilado ao chegar no plano espiritual? Esse tempo corresponde ao tempo terreno hábil para uma doação? O que sentiria ou faria, caso necessitasse ( ou talvez, algum ente querido meu ) de um transplante? Sempre foram esses os questionamentos que me rondavam a mente, e que a partir daquela reportagem, estão tomando forma. Vou me informar mais a respeito e reformular meus conceitos. Colocar-me no lugar do outro e tomar uma atitude que talvez mude a vida de alguém.

Beijos à todos...

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Don't Worry be Happy - Mart'nália



" Sou como você me vê, posso ser leve como uma brisa, ou forte como uma ventania...
Depende de quando e como você me vê passar."

Clarice Lispector