quarta-feira, 25 de junho de 2008

Certezas - Seu Mário Quintana


Não quero alguém que morra de amor por mim...
Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando.
Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo, quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim...
Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível...
E que esse momento será inesquecível...
Só quero que meu sentimento seja valorizado.
Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre...
E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém...e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho...
Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente importa, que é meu sentimento...e não brinque com ele.
E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.
Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe...
Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz.
Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia, e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos, talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.
Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas...
Que a esperança nunca me pareça um NÃO que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como SIM.
Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim, sem ter de me preocupar com terceiros... Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.
Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão...
Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades a às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim... e que valeu a pena.

( Mário Quintana )

domingo, 8 de junho de 2008

"...Mestre, qual é o maior mandamento da lei? Jesus lhe respondeu: Amareis o Senhor vosso Deus de todo o vosso coração, de toda a vossa alma e de todo o vosso espírito; é o maior e o primeiro mandamento. E eis o segundo, que é semelhante àquele: Amareis vosso próximo como a vós mesmos. Toda a lei e os profetas estão contidos nesses dois mandamentos." ( São Mateus, cap.XXII, v.34 a 40 ).

Pobres Tolos...

Assiti uma palestra esses dias, que me deixou envergonhada. Um dos temas era assistencialismo, e a sábia palestrante, nos fez pensar sobre o que afinal significa fazer caridade. Ressaltou que escolhemos sempre o melhor para nós, e doamos somente aquilo que não nos irá fazer falta. Se for roupas, escolhemos aquelas que não gostamos, que estão rasgadas, que estão fora de moda. E a pessoa que recebe a doação, tem que aceitar nossos "trapos" com um sorriso estampado no rosto, tem que gostar do modelo, da cor, tem que servir no tamanho. E ai dela se fizer cara feia, porque será julgada de pobre e metida. Quanto aos sapatos, tem que servir, independente do número. Não interessa se nossos calçados ficarão grandes ou apertados. Isso quando lembramos de doar o par, porque muitas das vezes, doamos só um dos pés. Ah...mas ainda tem os alimentos. Os pães, normalmente são aqueles que já estão endurecidos. E sem manteiga, sem um doce ( para quê? )
As velhas sobras na geladeira, também aguardam um destino certo: doação. Vamos doar ao primeiro pobre que apertar a campainha e ficarmos quites com Deus. Afinal de contas, somos caridosos, e se Deus é justo, Ele nos recompensará por essa boa ação. Problema deles se a comida estiver um pouco azeda e não puderem se alimentar com ela. Nossa parte, nós fizemos. Pobre não tem mesmo que ter gosto, opinião, sentimento. E deve manter uma distância razoável, para que seu cheiro, seu choro, não nos atinjam.
Saimos da palestra, envergonhados. Pelo menos, no que percebi, a maioria saiu.
Bastou que parássemos para pensar um pouquinho, para constatarmos que fazemos tudo errado, quase o tempo todo. E ainda julgamos a justiça Divina. Por que sofremos tanto? Tolos que somos. Chamamos de caridade, dar aquilo que queremos nos livrar, quando o certo seria dar o nosso melhor, fazer o nosso melhor, sempre.
Saí de lá, consciente de que pobres somos nós, pessoas esclarecidas, que mesmo com casa, comida e roupas lavadas, ainda não somos capazes de amar e zelar pelo próximo, como amamos e zelamos por nós mesmos.
Beijos à todos!!

Rápido Comentário...

"Mulheres de Balzac": prestem atenção no texto abaixo, pois ele nos descreve com riqueza de detalhes. Huahauhauahuahauhauahuahua...

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Doações...

Bah, ontem vi o Profissão Repórter e fiquei pensando sobre doações de órgãos. A minha posição sobre isso, até então, era não ter posição. Simplesmente, ficava empurrando com a barriga o assunto. Pensava: "putz, depois eu penso sobre isso." Mas ontem, aquela reportagem me trouxe à uma realidade que terei que enfrentar, mais cedo ou mais tarde, nos hospitais da vida, onde pretendo exercer minha mais nova e promissora profissão. É um assunto que mexe com o sentimento, a razão, a religião e a humanização. Por que afinal, irei precisar do meu corpo intacto, após meu desenlace? Por que não doá-lo a alguém, que dependerá dele para continuar suas lutas terrenas? Que tempo seria necessário p/ que o espírito não se sinta mutilado ao chegar no plano espiritual? Esse tempo corresponde ao tempo terreno hábil para uma doação? O que sentiria ou faria, caso necessitasse ( ou talvez, algum ente querido meu ) de um transplante? Sempre foram esses os questionamentos que me rondavam a mente, e que a partir daquela reportagem, estão tomando forma. Vou me informar mais a respeito e reformular meus conceitos. Colocar-me no lugar do outro e tomar uma atitude que talvez mude a vida de alguém.

Beijos à todos...
"A vida não segue como um projeto pronto e conhecido a ser vivido, e é isso precisamente o que lhe define o mistério e a maravilha." ( Pelo espírito Caio Fábio Quinto em Elysium )

segunda-feira, 2 de junho de 2008

" Há pessoas que desejam saber só por saber, e isso é curiosidade; outras, para alcançarem a fama, e isso é vaidade; outras , para enriquecerem com a sua ciência, e isso é um negócio torpe; outras para serem edificadas, e isso é prudência; outras, para edificarem os outros, e isso é caridade." ( S. Tomás de Aquino )

Fim de semana especial...

Este fim de semana foi especial p/ mim. Revi pessoas essenciais em minha vida, troquei idéias, discuti e aprendi mais sobre espiritualidade, recebi muitos abraços, beijos, carinhos e alguns puxões de orelha também.
Mas isso é o importante na vida, não? A troca mútua. Nunca passamos por alguém, e saímos imunes dessa passagem. Sempre há algo que nos marca o íntimo. Sempre ficam impressões, sejam elas boas ou más. Sempre aprendemos e ensinamos. Muito embora devêssemos nos preocupar mais em aprender e menos em querer ensinar ao outro como deve ou não viver sua própria vida. Vale à pena parar um pouco, olhar para o lado, acenar para alguém, abrir um sorriso, ouvir as pessoas ( amigas ou não, conhecidas ou não...). Vale realmente à pena dar-se a chance de interagir com o que está fora do seu habitual. Com tudo que te enternece, mas também ( e porque não?) com tudo aquilo que te causa medos ou dúvidas. É assim que caminhamos, lentamente, para nossa evolução. É assim que nos tornamos importantes para alguém. É sem sombra de duvidas, um dos principais motivos de estarmos aqui.
Abraços de puro carinho para todos que estiveram comigo nesse fim de semana.

Don't Worry be Happy - Mart'nália



" Sou como você me vê, posso ser leve como uma brisa, ou forte como uma ventania...
Depende de quando e como você me vê passar."

Clarice Lispector