sábado, 30 de maio de 2009

sexta-feira, 29 de maio de 2009

" Em qualquer circunstância, mantenha a calma.
O seu desequilíbrio emocional negativo pode agravar-lhe a situação.
Confie em Deus e caminhe.
O amparo Divino nunca falta.
Se o hoje surge com problemas, é sinal que você está apto para enfrentá-los.
Não reclame e sirva sempre.
Lembre-se de que outros existem em piores condições que as suas.
Seja qual for a sua dificuldade, não desanime e continue trabalhando.
Ore e conserve a fé em Deus.
Por meios que você desconhece, ele age a seu favor."


 
( Extraído do livro Preciso de Ajuda)

Pois é, as Cotas...

Houve aqui na cidade uma polêmica sobre cotas para negros na univesidade federal. Uma menina declarou-se parda, porém disse que nunca sofreu racismo na vida e por esse motivo perdeu o direito a vaga. As opiniões sobre o assunto divergem: uns são a favor, porque há muitas pessoas que estão se declarando afrodescendentes, sem nunca terem se considerado negros. Outros, acham que a lei não está clara e por isso não é válida, afinal, quem sabe definir ao certo a raça de alguém diante de tanta miscigenação?
Bom, não sei sobre essa menina, mas posso falar da minha experiência com o racismo. A começar pela familiar. Segundo meu pai (negro), a família de minha mãe (branca) não aceitava a união deles. A verdade é que, após o falecimento de minha mãe, nunca mais tive notícias de minha família materna. Anos mais tarde passei pela mesma experiência de meu pai, quando namorei um rapaz branco. Não fui aceita por seus pais. Não muito distante disto, certa vez quando trabalhei numa farmácia, um cliente recusou-se a ser atendido pela balconista negra (essa que vos escreve). Ahh, mas esqueci de contar que quando trabalhei numa clínica, havia lá uma pessoa que não selecionava currículos de negros, porque segundo ela, a empresa tinha clientes que não aceitavam ser atendidos por eles. Como eu consegui trabalhar lá? Ora, é muito simples: muita gente desinformada acredita que não sou negra, porque não possuo cabelo "alisado", pele mais escura e feições mais marcantes.
Sou a favor das cotas. Não acho discriminatória como muita gente alega ser. Há muitos negros no Brasil que não conseguirão estudar em universidades federais se não utilizarem esse benefício. As vagas são muito concorridas e a grande maioria não possui grana para pagar cursinho preparatório, muito menos para pagar uma faculdade particular. E não possuem grana, justamente porque lá na hora de selecionarem seu currículo (sim, em português), seu tom de pele será comparado com o de outras pessoas muito antes de suas habilidades profissionais. É um círculo vicioso. E essa é a realidade, não adianta maquiar. Negro que se considera negro, vê isso todos os dias, porque presta mais atenção. Aconteceu comigo, acontece com meus parentes, acontece com meus amigos. Mas já basta né? Já está mais do que na hora dessa hipocrisia acabar. Que sejamos mais humanos e menos preconceituosos. Pertencemos todos a uma só raça e no final das das contas, creiam...iremos todos para o mesmo lugar.
Bjssss à todos!!!
***
"Ninguém é 100% negro, nem 100% branco.
Num país que sofreu as ações da colonização,
Somos 100% interessantemente miscigenados." (Ivan Santana)
Neste momento,
Penso em você
E então quisera me transformar em vento.
E se assim fosse,
Chegaria agora como brisa fresca
E tocaria leve sua janela.
E se você me escuta
E me permite entrar,
Em você vou me enroscar
Quase sem o tocar.
Vou roçar nos seus cabelos,
Soprar mansinho no ouvido,
Beijar sua boca macia,
O embalar no meu carinho.
Mas eu não sou vento...
Agora sou só pensamento
E estou pensando em você.
E se abrir sua janela,
Eu estou chegando aí,
Agora...
Neste momento,
Em pensamento...
No vento.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Cássia Eller - Por Enquanto

Encerrando Ciclos

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho?
Terminou uma relação?
Deixou a casa dos pais?
Partiu para viver em outro país?
A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu...
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado. Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar. As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais. Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal". Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará! Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és...
E lembra-te: Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão.
(Desconheço Autor)

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Don't Worry be Happy - Mart'nália



" Sou como você me vê, posso ser leve como uma brisa, ou forte como uma ventania...
Depende de quando e como você me vê passar."

Clarice Lispector