segunda-feira, 31 de maio de 2010

Sobre Morrer...


Muito se fala e pensa sobre o morrer. Talvez pela postagem abaixo (mães sempre pensam na morte dos filhos) ou por algumas situações cotidianas, peguei-me divagando sobre o assunto novamente. Já disse algumas vezes por aí que não tenho medo da morte, porque creio em outras vidas e porque creio que viver bem, nessa ou em outras, só dependerá de mim. Mas essa é a minha visão das coisas. A grande maioria das pessoas tem medo de morrer...sem perceberem que já estão mortas há um bom tempo. Isso sim, me dá calafrios!
Não faz muito, assisti um filme com a Quenn Latifah (As Férias da Minha Vida), onde a personagem é diagnosticada com uma doença terminal e resolve mudar de vida. Após uma verdadeira revolução no guarda-roupa, viaja para a Europa a fim de curtir os últimos suspiros, o  máximo que pode. As grandes questões são: por que esperar o diagnóstico de uma doença terminal para começar a aproveitar a vida? O que você faria hoje, se soubesse que não estaria vivo amanhã?
Bom, eu levantaria cedo e aproveitaria o dia. Ou dormiria até fazer bico. Talvez saísse a procura do amor de minha vida ou viajaria para o lugar mais lindo (e próximo) que existisse. Pode ser que fosse para a praia e perdesse horas e horas contemplando o mar. Ôpa! Banho de chuva! Sim, tomaria um bom e belo banho de chuva. Não tem chuva? Perderia algum tempo caminhando sob o sol, para depois sentar embaixo de uma árvore bem frondosa e me deliciar com  uma bergamota...ou uma laranja...ou uma melancia, lazanha ou churrasco (vou morrer mesmo, comerei o que quero, ora bolas)! Talvez visitasse alguns amigos, alguns parentes e falaria coisas que estão trancadas no peito. Boas e ruins. Andaria de bicicleta num belo parque ou então, caminharia descalça na grama. Apertaria váárias campainhas e sairia correndo, mostrando a língua.
Ligaria para os homens que amei (sem ser correspondida) e diria que amanhã terão perdido uma grande mulher...e para os que corresponderam eu diria: obrigado por ter me feito feliz...Talvez aprendesse a nadar, a andar a cavalo ou entrasse pela primeira vez em um avião. Revelaria alguns segredos, faria algo heróico por alguém. Compraria um cachorro, perderia de vez a vergonha, xingaria pessoalmente e sem censuras, o técnico do meu time de futebol. Tomaria um uísque, mas só para sentir (argh) o gosto que tem. Daria um beijo demorado em alguém que aprecio muito ou num total desconhecido, cantaria no chuveiro, rasgaria os últimos reais que tivesse no bolso. E porque eu odeio esperar...pode ser que  perdesse o dia esperando, por alguma coisa, por alguém. Talvez fizesse uma longa e sincera oração de agradecimento à Deus...aquela, que dentre todas, ainda não fiz. 
Minha pré-morte seria assim, muito simples e singela, como é minha vida. O bom e interessante é que não preciso esperar para fazer nada disso. Basta apenas querer fazer, hoje e agora.
Muito fácil analisar quando não se está com  a corda no pescoço, não é mesmo? Então, comece já. Acostume-se a valorizar cada minuto de sua vida antes que ela realmente lhe faça falta.
 
 Bjusss à todos!!!

(...) Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o preto no branco e os pingos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos (...)  Pablo Neruda
" São os filetes de água que, ao se juntarem, formam os grandes rios. "

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Kkkkkkk...

Santa Paciência - Terça Insana

quarta-feira, 26 de maio de 2010


(...) - Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado.
O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo ...
A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:
- Por favor... cativa-me disse ela.
- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos, Se tu queres um amigo, cativa-me!
Que é preciso fazer? perguntou o principezinho. É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto ...
No dia seguinte o principezinho voltou.
- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração... É preciso ritos.(...)

( O Pequeno Príncipe - Antoine de Saint-Exupéry )
" Evoluir significa mudar o foco do olhar:
do umbigo para o horizonte. "  (Anna Duarte)

segunda-feira, 24 de maio de 2010

" Eu gosto do impossível, tenho medo do provável, dou risada do ridículo e choro porque tenho vontade, mas nem sempre tenho motivo. Tenho um sorriso confiante que as vezes não demonstra o tanto de insegurança por trás dele. Sou inconstante e talvez imprevisível. Não gosto de rotina. Eu amo de verdade aqueles pra quem eu digo isso, e me irrito de forma inexplicável quando não botam fé nas minhas palavras. Nem sempre coloco em prática aquilo que eu julgo certo. São poucas as pessoas pra quem eu me explico."

domingo, 23 de maio de 2010




DOIS CAVALOS


Na estrada de minha casa há um pasto. Dois cavalos vivem lá.
De longe, parecem cavalos como os outros cavalos, mas, quando se olha bem, percebe-se que um deles é cego. Contudo, o dono não se desfez dele e arrumou-lhe um amigo - um cavalo mais jovem.
Isso já é de se admirar. Se você ficar observando, ouvirá um sino. Procurando de onde vem o som, você verá que há um pequeno sino no pescoço do cavalo menor. Assim, o cavalo cego sabe onde está seu companheiro e vai até ele. Ambos passam os dias comendo e no final do dia o cavalo cego segue o companheiro até o estábulo. E você percebe que o cavalo com o sino está sempre olhando se o outro o acompanha e, às vezes, pára para que o outro possa alcançá-lo. E o cavalo cego guia-se pelo som do sino, confiante que o outro o está levando para o caminho certo.
Como o dono desses dois cavalos, Deus não se desfaz de nós só porque não somos perfeitos, ou porque temos problemas ou desafios. Ele cuida de nós e faz com que outras pessoas venham em nosso auxílio quando precisamos. Algumas vezes somos o cavalo cego guiado pelo som do sino daqueles que Deus coloca em nossas vidas. Outras vezes, somos o cavalo que guia, ajudando outros a encontrar seu caminho.
E assim são os bons amigos. Você não precisa vê-los, mas eles estão lá.
Por favor, ouça o meu sino.
Eu também ouvirei o seu.

sábado, 22 de maio de 2010

" O dedo aponta a lua.
O sábio olha a lua.
O tolo olha o dedo. "

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Simples Assim...

Pois aqui estou (num horário em que não poderia estar) só para não perder a idéia que ficou matutando em minha mente desde ontem a noite. Fui ao teatro e assisti  uma peça que emociona pela simplicidade. O personagem é um palhacinho muito simpático e que possui um penteado meio parecido com o meu, em dias de  rebeldia. Mas o que me marcou mesmo, foi a descoberta de que ainda é possível dar boas risadas com a inocência de um palhaço. Lembrei daquelas coisas boas da infância, que todos nós, um dia, deixamos para trás. Nesta semana ainda, estava conversando com uma amiga a respeito disso. Como era bom pular corda, sapata, andar de "bici", jogar cinco marias, brincar de esconde-esconde. Nostálgico! Coisas simples e divertidas que hoje em dia sumiram do mapa. As crianças atuais nem sabem do que se trata. Dificilmente sentirão falta de um PC, um mp3 ou de um Playstation, como a minha geração sente saudades das Fofoletes, do Playmobil ou de um simples jogo de taco na rua. Ainda lembro da gurizada construindo carrinhos de rolimã...
A tecnologia infelizmente está tirando a magia. E a falta de educação está ganhando terreno. Um bom exemplo disso foi um um piá xarope que ficou o tempo todo atrapalhando a peça. Aff...Não sei se terei filhos, mas se esse for um dos planos de Deus para mim, é certo que vou ensinar à eles todas estas brincadeiras velhas e ultrapassadas, mas que me tornaram uma adulta feliz e educada. Ah sim...e também vou levá-los ao circo e ao teatro, se ainda existirem. Pelo menos os meus filhos aprenderão, que a  felicidade está na simplicidade.

Aos que ficaram interessados na peça, aí está o blog: http://teatrovagamundo.wordpress.com/

Ao Palhaço Rabito, todo o meu respeito e um grande beijo!

terça-feira, 18 de maio de 2010

" Eu me permito viver verdadeiramente,  e deixo que a pessoa maravilhosa que existe dentro de mim reine.
Porque eu não me importo de onde você veio e eu não me importo quem você é, desde que você me abrace..."

Aiai...

Bah..tempos chatos! Ou será eu que estou chata? Vai saber né? Só sei que tudo parece enrolado, preso, indefinido. Sabe aqueles dias em que queríamos estar bem longe, em qualquer lugar que nos desse um pouco de paz e clareza na mente? Que nos colocasse frente a frente com o nosso melhor e deixasse ao lado todos os nossos erros, tropeços e decepções para serem resolvidos ou pelo menos esclarecidos, quando estivéssemos mais tranquilos? Sabe? Mas sabe mesmo? Pois é...difícil hein? Enquanto não me encontro internamente, vou sendo levada pelo vento...Que ele me deixe, onde verdadeiramente, preciso estar!

" Eu quero o mapa das nuvens e um barco bem vagaroso..."  (Mário Quintana)

OBS: TPM é f...
Bjusss à todos!!!
" Ainda que os teus passos pareçam inúteis, vão abrindo caminhos, como a água que desce cantando da montanha. Outros te seguirão...  "

(Saint-Exupéry)

domingo, 16 de maio de 2010

Preste bem atenção...

“ Entenda de uma vez por todas, definitiva e conclusivamente:
você é aquilo que fizer de você mesmo. "

segunda-feira, 10 de maio de 2010

" Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as saídas da vida. " 

(Provérbio 4:23)

sábado, 1 de maio de 2010

Música linda demais...

Por que o Nando...é o Nando né?

PRA VOCÊ GUARDEI O AMOR



Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir
Pra você guardei o amor
Que sempre quis mostrar
O amor que vive em mim vem visitar
Sorrir, vem colorir solar
Vem esquentar
E permitir
Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar
Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar
Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar
Pra você guardei o amor
Que aprendi vem dos meus pais
O amor que tive e recebi
E hoje posso dar livre e feliz
Céu cheiro e ar na cor que arco-íris
Risca ao levitar
Vou nascer de novo
Lápis, edifício, tevere, ponte
Desenhar no seu quadril
Meus lábios beijam signos feito sinos
Trilho a infância, terço o berço
Do seu lar

Don't Worry be Happy - Mart'nália



" Sou como você me vê, posso ser leve como uma brisa, ou forte como uma ventania...
Depende de quando e como você me vê passar."

Clarice Lispector