Muito se fala e pensa sobre o morrer. Talvez pela postagem abaixo (mães sempre pensam na morte dos filhos) ou por algumas situações cotidianas, peguei-me divagando sobre o assunto novamente. Já disse algumas vezes por aí que não tenho medo da morte, porque creio em outras vidas e porque creio que viver bem, nessa ou em outras, só dependerá de mim. Mas essa é a minha visão das coisas. A grande maioria das pessoas tem medo de morrer...sem perceberem que já estão mortas há um bom tempo. Isso sim, me dá calafrios!
Não faz muito, assisti um filme com a Quenn Latifah (As Férias da Minha Vida), onde a personagem é diagnosticada com uma doença terminal e resolve mudar de vida. Após uma verdadeira revolução no guarda-roupa, viaja para a Europa a fim de curtir os últimos suspiros, o máximo que pode. As grandes questões são: por que esperar o diagnóstico de uma doença terminal para começar a aproveitar a vida? O que você faria hoje, se soubesse que não estaria vivo amanhã?
Bom, eu levantaria cedo e aproveitaria o dia. Ou dormiria até fazer bico. Talvez saísse a procura do amor de minha vida ou viajaria para o lugar mais lindo (e próximo) que existisse. Pode ser que fosse para a praia e perdesse horas e horas contemplando o mar. Ôpa! Banho de chuva! Sim, tomaria um bom e belo banho de chuva. Não tem chuva? Perderia algum tempo caminhando sob o sol, para depois sentar embaixo de uma árvore bem frondosa e me deliciar com uma bergamota...ou uma laranja...ou uma melancia, lazanha ou churrasco (vou morrer mesmo, comerei o que quero, ora bolas)! Talvez visitasse alguns amigos, alguns parentes e falaria coisas que estão trancadas no peito. Boas e ruins. Andaria de bicicleta num belo parque ou então, caminharia descalça na grama. Apertaria váárias campainhas e sairia correndo, mostrando a língua.
Ligaria para os homens que amei (sem ser correspondida) e diria que amanhã terão perdido uma grande mulher...e para os que corresponderam eu diria: obrigado por ter me feito feliz...Talvez aprendesse a nadar, a andar a cavalo ou entrasse pela primeira vez em um avião. Revelaria alguns segredos, faria algo heróico por alguém. Compraria um cachorro, perderia de vez a vergonha, xingaria pessoalmente e sem censuras, o técnico do meu time de futebol. Tomaria um uísque, mas só para sentir (argh) o gosto que tem. Daria um beijo demorado em alguém que aprecio muito ou num total desconhecido, cantaria no chuveiro, rasgaria os últimos reais que tivesse no bolso. E porque eu odeio esperar...pode ser que perdesse o dia esperando, por alguma coisa, por alguém. Talvez fizesse uma longa e sincera oração de agradecimento à Deus...aquela, que dentre todas, ainda não fiz.
Minha pré-morte seria assim, muito simples e singela, como é minha vida. O bom e interessante é que não preciso esperar para fazer nada disso. Basta apenas querer fazer, hoje e agora.
Muito fácil analisar quando não se está com a corda no pescoço, não é mesmo? Então, comece já. Acostume-se a valorizar cada minuto de sua vida antes que ela realmente lhe faça falta.
Bjusss à todos!!!
(...) Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o preto no branco e os pingos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos (...) Pablo Neruda
(...) Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o preto no branco e os pingos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos (...) Pablo Neruda









